
Este princípio consiste na adoção de certas medidas no dia a dia, em contato com o celular, que possa reduzir a quantidade de radiação recebida, como por exemplo, utilizá-lo distante do corpo ou reduzir o tempo de uso, pois as circunstâncias demonstram que há riscos apesar da ciência não comprovar, que prejudique a saúde.
É muito comum associar radiação ao câncer, principalmente radiação ionizante, como raio X, que já foi comprovado os malefícios a saúde. “Porém estabelecer ligações entre o câncer e a exposição ambiental de qualquer tipo é muito difícil, por causa da falta de uma causa única de câncer.” (DIAS & SIRQUEIRA, 2002, p.47) Além do mais, o câncer é uma doença que pode ser manifestada, muito tempo depois da exposição ao risco, o que torna mais difícil a identificação do verdadeiro motivo que causou a doença.
A comunidade científica aponta a possibilidade de causar câncer, porém não há nenhuma comprovação científica. Portanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) propõe o princípio da precaução “é um critério de abordagem de riscos aplicado em circunstâncias com um alto grau de incerteza científica, refletindo a necessidade de tomar atitudes em face de riscos potencialmente sérios, sem esperar os resultados da pesquisa científica”. (CINTRA, 2004 P.23)
De acordo com Dr.Neil Cherry (Lincoln University, Nova Zelândia), citado por DODE et al. 2006, em recente relatório estima que os índices de câncer e outras doenças relacionadas ao uso de celulares irão se agravar.
[...] As REM (Radiações EletroMagnéticas) de ERB’s, provavelmente, aumentarão a incidência de abortamentos, câncer, doenças neurológicas, cardíacas e morte. A REM dos telefones celulares, provavelmente, aumentará a incidência de doenças neurológicas e tumores cerebrais, nos próximos 10 a 20 anos. Os problemas apontados continuarão a se agravar, a menos que sejam tomadas as medidas necessárias para reverter esta tendência, tal como reduzir a potência (ou aumentar a distância), a níveis tecnicamente possíveis, e só instalar novas ERB’s, em locais que produzam exposições residenciais extremamente reduzidas. (CHERRY, 2000 In DODE et al. 2006, p. 4).
Sabe-se que antigamente não havia o serviço de telefonia celular, e hoje está cada dia mais inserido ao nosso dia a dia, em todas as classes sociais e em todas as idades, provavelmente para atender a demanda de usuários as empresas terão que instalar várias ERB, para evitar os congestionamentos nas linhas, e também, com o passar do tempo, os celulares se tornaram mais acessíveis a toda a parcela da população. Desta forma, os índices de radiação na cidade poderão aumentar e, conseqüentemente, a estimativa do Dr. Neil se torna plausível. Ressalta-se assim a necessidade do princípio da precaução.
Quanto às pesquisas relacionadas ao câncer e antenas de celular, há vários estudos, um deles é o relatado pela jornalista Kátia Arrima (2008), sobre a publicação da pesquisa da Universidade de Tel Aviv, em Israel, publicada na revista científica The American Journal of Epidemiology que apresenta as seguintes conclusões “Quem fala ao celular aproximando o aparelho da cabeça por muitas horas ao dia está 50% mais propenso a desenvolver tumores na glândula parótida (salivar) do que as pessoas que não usam celular [...]”. Segundo a autora, este tipo de câncer é raro, e ultimamente vem crescendo os casos, porém como já foi dito, é complicado afirmar que o uso de celulares podem ter sidos os causadores do câncer, já que existem vários outros fatores a se considerar em uma pesquisa.
Outro exemplo é a pesquisa de Who citada por Dias e Sirqueira (2002) na qual utilizava ratos de cobaia, um dos testes foi comprovado que as radiações ionizantes causaram um tipo de tumor, entretanto, as quantidades utilizadas no experimento eram maiores que o emitido pelas telefonias, além de que a proporção corporal de um rato é muito menor do que um ser humano.
É muito comum associar radiação ao câncer, principalmente radiação ionizante, como raio X, que já foi comprovado os malefícios a saúde. “Porém estabelecer ligações entre o câncer e a exposição ambiental de qualquer tipo é muito difícil, por causa da falta de uma causa única de câncer.” (DIAS & SIRQUEIRA, 2002, p.47) Além do mais, o câncer é uma doença que pode ser manifestada, muito tempo depois da exposição ao risco, o que torna mais difícil a identificação do verdadeiro motivo que causou a doença.
A comunidade científica aponta a possibilidade de causar câncer, porém não há nenhuma comprovação científica. Portanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) propõe o princípio da precaução “é um critério de abordagem de riscos aplicado em circunstâncias com um alto grau de incerteza científica, refletindo a necessidade de tomar atitudes em face de riscos potencialmente sérios, sem esperar os resultados da pesquisa científica”. (CINTRA, 2004 P.23)
De acordo com Dr.Neil Cherry (Lincoln University, Nova Zelândia), citado por DODE et al. 2006, em recente relatório estima que os índices de câncer e outras doenças relacionadas ao uso de celulares irão se agravar.
[...] As REM (Radiações EletroMagnéticas) de ERB’s, provavelmente, aumentarão a incidência de abortamentos, câncer, doenças neurológicas, cardíacas e morte. A REM dos telefones celulares, provavelmente, aumentará a incidência de doenças neurológicas e tumores cerebrais, nos próximos 10 a 20 anos. Os problemas apontados continuarão a se agravar, a menos que sejam tomadas as medidas necessárias para reverter esta tendência, tal como reduzir a potência (ou aumentar a distância), a níveis tecnicamente possíveis, e só instalar novas ERB’s, em locais que produzam exposições residenciais extremamente reduzidas. (CHERRY, 2000 In DODE et al. 2006, p. 4).
Sabe-se que antigamente não havia o serviço de telefonia celular, e hoje está cada dia mais inserido ao nosso dia a dia, em todas as classes sociais e em todas as idades, provavelmente para atender a demanda de usuários as empresas terão que instalar várias ERB, para evitar os congestionamentos nas linhas, e também, com o passar do tempo, os celulares se tornaram mais acessíveis a toda a parcela da população. Desta forma, os índices de radiação na cidade poderão aumentar e, conseqüentemente, a estimativa do Dr. Neil se torna plausível. Ressalta-se assim a necessidade do princípio da precaução.
Quanto às pesquisas relacionadas ao câncer e antenas de celular, há vários estudos, um deles é o relatado pela jornalista Kátia Arrima (2008), sobre a publicação da pesquisa da Universidade de Tel Aviv, em Israel, publicada na revista científica The American Journal of Epidemiology que apresenta as seguintes conclusões “Quem fala ao celular aproximando o aparelho da cabeça por muitas horas ao dia está 50% mais propenso a desenvolver tumores na glândula parótida (salivar) do que as pessoas que não usam celular [...]”. Segundo a autora, este tipo de câncer é raro, e ultimamente vem crescendo os casos, porém como já foi dito, é complicado afirmar que o uso de celulares podem ter sidos os causadores do câncer, já que existem vários outros fatores a se considerar em uma pesquisa.
Outro exemplo é a pesquisa de Who citada por Dias e Sirqueira (2002) na qual utilizava ratos de cobaia, um dos testes foi comprovado que as radiações ionizantes causaram um tipo de tumor, entretanto, as quantidades utilizadas no experimento eram maiores que o emitido pelas telefonias, além de que a proporção corporal de um rato é muito menor do que um ser humano.
Seguem abaixo, as medidas do projeto de precaução citados pela autora Adilsa Dode e outros autores quanto ao uso de celulares:
• Falar o mínimo possível, apenas o essencial, e utilizá-lo em caso de extrema necessidade, evitando assim exposições desnecessárias a campos de ELF/RF/MW (Extremely Low Frequency)
• Nunca falar com a antena a menos de 2 cm da cabeça.
• Manter o aparelho afastado do corpo.
• Utilizar “fones de ouvido” sempre que for possível.
• Não usar o celular quando estiver dirigindo.
• Não usar o Celular dentro de ambientes fechados, como, por exemplo, dentro de automóveis, metrô, embaixo de lajes de concreto, etc., devido à blindagem eletromagnética oferecida pelas estruturas metálicas desses ambientes. A antena do telefone celular não terá praticamente nenhuma função, e este trabalhará com a máxima quantidade de radiação possível.
• Criar a proibição de uso de celular em postos de gasolina existe, alguns postos no Brasil também colocam avisos, solicitando que se desligue o telefone celular,no local de abastecimento.
• Desestimular as crianças a falar nos celulares, pois os tecidos mais jovens são mais susceptíveis
Estas recomendações deveriam ser colocadas no manual de instrução do celular, e repassadas à população através de propaganda televisiva. Moldando os hábitos da população de forma a reduzir a possibilidade de algum risco à saúde, esta medida poderia trazer uma propaganda positiva às empresas de celular uma vez que estariam agindo de madeira proativa e melhorando a qualidade de vida da população, criando uma imagem de empresa preocupada com o seu bem estar.
Outra medida seria que os órgãos públicos se tornem mais exigentes perante as justificativas das instalações das empresas, criem um mecanismo de controle de exposição ao público em geral. Atualmente há postos de monitoramento instalados pela cidade, entretanto, seria interessante o controle da radiação para população que reside próxima as Estações Radio base, pois estão mais suscetíveis, por que ficam expostas a um nível maior de radiação por tempo mais longo.
REFERENCIAS
DIAS, M.,H., C.; SIQUEIRA, G., L.; Considerações sobre os efeitos à saúde humana da irradiação emitida por antenas de estações radio base de sistemas de celulares, Revista científica periódica Telecomunicações, Rio de Janeiro, v. 05, n. 1, p. 41-54, jun 2002.
DODE, Adilza Condessa, Poluição Ambiental e Exposição Humana em relação às Radiações Eletromagnéticas oriundas do Sistema de Telefonia Celular. 2006. 175p. Dissertação de Mestrado em Engenharia de Meio Ambiente, Saneamento e Recursos Hídricos, Universidade federal de Minas Gerais – UFMG. Minas Gerais, Belo Horizonte.
CINTRA, L., D., P.; poluição eletromagnética saúde pública, meio ambiente, consumidor e cidadania: impactos das radiações das antenas e dos aparelhos celulares, Cad. Jur., São Paulo, v 6, nº 2, p. 7, abr./jun. 2004
SALLES, A., A.; FERNÁNDEZ, C., R.; O Impacto das Radiações não Ionizantes da Telefonia Móvel e o Princípio da Precaução, Cad. Jur., São Paulo, v 6, nº 2, p. 17-46, abr./jun. 2004
• Falar o mínimo possível, apenas o essencial, e utilizá-lo em caso de extrema necessidade, evitando assim exposições desnecessárias a campos de ELF/RF/MW (Extremely Low Frequency)
• Nunca falar com a antena a menos de 2 cm da cabeça.
• Manter o aparelho afastado do corpo.
• Utilizar “fones de ouvido” sempre que for possível.
• Não usar o celular quando estiver dirigindo.
• Não usar o Celular dentro de ambientes fechados, como, por exemplo, dentro de automóveis, metrô, embaixo de lajes de concreto, etc., devido à blindagem eletromagnética oferecida pelas estruturas metálicas desses ambientes. A antena do telefone celular não terá praticamente nenhuma função, e este trabalhará com a máxima quantidade de radiação possível.
• Criar a proibição de uso de celular em postos de gasolina existe, alguns postos no Brasil também colocam avisos, solicitando que se desligue o telefone celular,no local de abastecimento.
• Desestimular as crianças a falar nos celulares, pois os tecidos mais jovens são mais susceptíveis
Estas recomendações deveriam ser colocadas no manual de instrução do celular, e repassadas à população através de propaganda televisiva. Moldando os hábitos da população de forma a reduzir a possibilidade de algum risco à saúde, esta medida poderia trazer uma propaganda positiva às empresas de celular uma vez que estariam agindo de madeira proativa e melhorando a qualidade de vida da população, criando uma imagem de empresa preocupada com o seu bem estar.
Outra medida seria que os órgãos públicos se tornem mais exigentes perante as justificativas das instalações das empresas, criem um mecanismo de controle de exposição ao público em geral. Atualmente há postos de monitoramento instalados pela cidade, entretanto, seria interessante o controle da radiação para população que reside próxima as Estações Radio base, pois estão mais suscetíveis, por que ficam expostas a um nível maior de radiação por tempo mais longo.
REFERENCIAS
DIAS, M.,H., C.; SIQUEIRA, G., L.; Considerações sobre os efeitos à saúde humana da irradiação emitida por antenas de estações radio base de sistemas de celulares, Revista científica periódica Telecomunicações, Rio de Janeiro, v. 05, n. 1, p. 41-54, jun 2002.
DODE, Adilza Condessa, Poluição Ambiental e Exposição Humana em relação às Radiações Eletromagnéticas oriundas do Sistema de Telefonia Celular. 2006. 175p. Dissertação de Mestrado em Engenharia de Meio Ambiente, Saneamento e Recursos Hídricos, Universidade federal de Minas Gerais – UFMG. Minas Gerais, Belo Horizonte.
CINTRA, L., D., P.; poluição eletromagnética saúde pública, meio ambiente, consumidor e cidadania: impactos das radiações das antenas e dos aparelhos celulares, Cad. Jur., São Paulo, v 6, nº 2, p. 7, abr./jun. 2004
SALLES, A., A.; FERNÁNDEZ, C., R.; O Impacto das Radiações não Ionizantes da Telefonia Móvel e o Princípio da Precaução, Cad. Jur., São Paulo, v 6, nº 2, p. 17-46, abr./jun. 2004
2 comentários:
As gerações mais novas estão submetidas a uma vida inteira utilizando celular... Hoje em dia uma criança de 8 a 10 anos de idade é presenteada com seu primeiro aparelho... O preço e as condições para se adquirir um aparelho de modelo ultrapassado - dois anos depois do seu lançamento - são ridiculamente fáceis... Quem nasce depois vive no mundo apodrecido por quem nasceu antes...
Catita, eu acho que nem recebo tanta radiação assim... rs ultimamente me encontro tão "desligada" de celular... hauahua... mas com certeza com essa facilidade de se ter e usar um aparelho , as coisas vão ficar cada vez mais feias...
rs..
beijs
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